Ao longo de sua história, o homem desenvolveu códigos e sinais que lhe permitiram melhorar a comunicação com os outros. Conforme as sociedades foram se tornando mais complexas, passaram a existir novas necessidades socioeconômicas que levaram ao surgimento de outros códigos e a uma sucessão de inventos que proporcionaram facilidade e destreza ao cotidiano. Um deles foi a prensa de tipos móveis do alemão Johann Gutenberg, no século XV, invenção que revolucionou a comunicação e deu origem a imprensa tal como se conhece hoje.

Apesar de não ser pioneira na impressão – já que no oriente se usava a impressão em bloco há séculos antes –, a prensa de Gutenberg possibilitou a reprodução dos livros de forma mais rápida e eficaz, ao mesmo tempo em que barateou o custo e disseminou o conhecimento que até então era privilégio de poucos.

O surgimento dos jornais na Inglaterra, no século XVIII, favoreceu a propagação da tecnologia do alemão e de seu aperfeiçoamento, até chegar às prensas rotativas nas quais se imprime o jornal atualmente.

No Brasil, a imprensa surgiu apenas em 1808 com a chegada da Corte portuguesa à Colônia. Seu marco inaugural é considerado a criação do jornal Correio Braziliense do gaúcho Hipólito José da Costa. Por causa da Censura Régia estabelecida por Portugal, o jornal de Hipólito era produzido em Londres e circulava no Brasil clandestinamente com o intuito de informar a população dos acontecimentos do país e da Europa sem censura.

Em exemplo do Correio Braziliense, que visava à liberdade de expressão e de pensamento, a imprensa passou a exercer forte influência no cotidiano das sociedades e hoje tem papel social importante, mas que nem sempre é cumprido. Além de transmitir notícias, os veículos de comunicação são a maior garantia de defesa da liberdade dos cidadãos, mas há quem use de seus recursos e privilégios para manipular o comportamento social.

Na Sociedade da Informação em que vivemos é preciso ter discernimento para não seremos mais um vilão ou vítima de nossa imprensa.