Junto à evolução das sociedades, foi se desenvolvendo uma necessidade de comunicação mais intensa. A transmissão de informações a grandes distâncias com maior rapidez foi possível a partir de 1837 com o surgimento do telégrafo. Desde então, os meios de comunicação progrediram e permitiram a conexão do mundo inteiro, principalmente com o surgimento da internet. No entanto, o acesso digital ainda é um privilégio e tornou-se um indicador de desenvolvimento socioeconômico.

Segundo dados apresentados pela Internet.org no relatório State of Connectivity 2015: A Report on Global Internet Access, em 2015 mais de 4 bilhões de pessoas, cerca de 56% da população mundial, encontradas principalmente em países pobres, não têm acesso à internet. Para combater essa exclusão digital, a Organização das Nações Unidas (ONU), acrescentou ao Dia Mundial das Telecomunicações, comemorado em 17 de maio, o dia da Sociedade da Informação. A ONU declara que a web é essencial para o exercício da democracia e determinante para um desenvolvimento sustentável.

No Brasil, quase 60% da população está conectada à web, sendo que a maioria acessa por meio de assinaturas de banda larga móvel. Esse número segue aumentando. As políticas de popularização de acesso à rede no país foram elogiadas pela ONU. Contudo, desde 2011, a regularização do uso da internet proposta no Marco Civil (Projeto de Lei 2126/11), que garantem direitos e deveres aos usuários, empresas e governos, gera intenso debate.

Agora, uma nova discussão está em pauta: a banda larga fixa limitada feita por planos de internet com quantia específica de dados para consumir, similar aos da internet móvel, modelo que as operadoras irão adotar a partir do próximo ano. Embora  algumas operadoras adotem esse modelo, a mudança é criticada por especialistas em internet e organizações de defesa do consumir, como a Proteste. Em defesa, afirma-se que a banda larga fixa limitada é bem aceita em outros países, mas, de acordo com dados da União Internacional de Telecomunicações (UTI), órgão da ONU, 68% dos países monitorados oferecem prioritariamente planos com internet ilimitada.